CoronaVac: vacina do Butantan atinge 78% de eficácia

8 de janeiro de 2021 3 mins. de leitura
Estudo feito com 12,4 mil profissionais de saúde alcançou 100% de eficácia contra sintomas severos da covid-19

Após muita espera, o Governo de São Paulo e o Instituto Butantan divulgaram na quinta-feira (07) os dados de eficácia da CoronaVac, vacina contra o coronavírus produzida em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. 

Segundo o estudo clínico feito com 12,4 mil profissionais de saúde, a CoronaVac tem 78% de eficácia contra casos leves de covid-19 e 100% de sucesso na prevenção de casos graves da doença.

Dessa forma, a pesquisa feita com voluntários em 16 centros de pesquisa do Brasil aparece como uma das mais eficientes contra o vírus Sars-CoV-2 até o momento. Já visando à próxima etapa, o Butantan deu início ao registro emergencial da vacina na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que a imunização dos brasileiros comece o mais rápido possível.

Estudos clínicos da vacina

Instituto Butantan garante proteção total contra casos severos de covid-19 por meio da CoronaVac. (Fonte: Shutterstock)
Instituto Butantan garante proteção total contra casos severos de covid-19 por meio da CoronaVac. (Fonte: Shutterstock)

Taxa de eficácia da CoronaVac

Conforme os dados apresentados pelo estudo, a vacina do Butantan apresentou taxa de eficiência de 78% entre as pessoas infectadas com sintomas leves ou necessidade de atendimento ambulatorial. Em outras palavras, a cada 100 infectados pelo vírus e que foram imunizados pela vacina, apenas 22 tiveram algum tipo de sintoma, mas não necessitaram de internação hospitalar.

Em comunicado oficial, o diretor da instituição, Dimas Tadeu Covas, ressaltou que esse foi o estudo mais detalhado e complexo sobre um imunizante contra o coronavírus no mundo todo, visto que todos os voluntários estiveram em contato direto com o vírus e tinham chances muito maiores de desenvolver uma infecção.

Anteriormente, as duas primeiras etapas de testagem feitas no Brasil já haviam indicado que a CoronaVac era segura e despertava resposta do sistema imunológico. O Governo de São Paulo planejava divulgar as informações sobre o produto no dia 15 de dezembro de 2020, mas decidiu prorrogar o prazo após constatar ter capacidade para gerar uma análise mais detalhada sobre os dados.

Como será a produção do Butantan?

João Dória prevê 60 milhões de doses da CoronaVac até março de 2021. (Fonte: Shutterstock)
João Dória prevê 60 milhões de doses da CoronaVac até março de 2021. (Fonte: Shutterstock)

Recentemente, o Instituto Butantan divulgou ter contratado mais 124 profissionais para reforçar a produção da vacina em território brasileiro. Os trabalhadores se juntarão a mais outros 245 que atualmente exercem suas funções em um laboratório de 1.880 metros quadrados.

De acordo com Covas, 10,8 milhões de doses da CoronaVac já estão em solo nacional e prontas para serem produzidas pela instituição, que já produz anualmente 80 milhões de doses para a vacina da gripe. Em declaração para a imprensa, o governador de São Paulo, João Dória, chegou a afirmar que o contrato com a Sinovac prevê 60 milhões de doses até o mês de março.

A tendência é que, assim como os outros estados do país, São Paulo inicie a campanha de vacinação da CoronaVac junto ao plano apresentado pelo Ministério da Saúde no final do ano passado para todos os imunizantes, o qual ainda não possui data exata para iniciar. Nas primeiras fases, serão priorizados grupos de risco, população idosa a partir dos 75 anos e trabalhadores de saúde.

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Fonte: Governo de São Paulo, BBC, Estado de Minas, CNN, Governo Federal.

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