Covid-19: o que são as subvariantes da Ômicron?

19 de março de 2022 4 mins. de leitura
Nova subvariante da Ômicron se espalha mais rápido do que qualquer outra cepa do Sars-CoV-2

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A variante Ômicron original, conhecida também como BA.1 ou B.1.1.529, era a versão mais transmissível do vírus. Em muitos países, inclusive, causou alguns dos picos altos de novos casos de covid-19, mas uma subvariante, conhecida como BA.2, pode se disseminar ainda mais rápido.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a sublinhagem já está circulando em pelo menos 69 países, incluindo no Brasil, e tem o potencial para ser tão grave quanto a forma original BA.1. Em pouco tempo, a expectativa é de que a sublinhagem se torne a versão dominante do vírus.

O que é uma subvariante?

Subvariante BA.2 é mais difícil de ser identificada devido à ausência de uma mutação genética. (Fonte: Geralt/Pixabay/Reprodução)
Subvariante BA.2 é mais difícil de ser identificada devido à ausência de uma mutação genética. (Fonte: Geralt/Pixabay/Reprodução)

Vírus como o Sars-CoV-2 sofrem mutações o tempo todo e à medida que se replicam. Quando o material genético viral adquire mutações distintas suficientes, é categorizado como uma variante. Mas se as mudanças não forem tão drásticas, a nova cepa pode ser descrita como uma subvariante.

A OMS afirma que existem quatro sublinhagens da Ômicron sendo monitoradas no momento: além da variante original, as sublinhagens BA.1.1, BA.2 e, mais recentemente, BA.3. Dentre elas, a BA.2 é considerada a mais preocupante devido à rapidez de disseminação no mundo.

As sublinhagens compartilham 39 mutações em relação ao coronavírus de Wuhan, a maioria localizada na proteína Spike, responsável pela entrada do vírus nas células. No entanto, cada cepa também tem alterações genéticas próprias. A sublinhagem BA.1 contém 20 mutações adicionais; a BA.2 tem 27; e a BA.3 outras 13 mutações.

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Variante Ômicron e suas subvariantes provocam nova onda de contaminações por covid-19 no mundo. (Fonte: Geralt/Pixabay/Reprodução)
Variante Ômicron e suas subvariantes provocam nova onda de contaminações por covid-19 no mundo. (Fonte: Geralt/Pixabay/Reprodução)

Aprender como o vírus se espalha e causa danos é fundamental para interromper a transmissão dele e tratar infecções. Porém, com relação às subvariantes, ainda são poucas as informações científicas disponíveis.

O estudo mais amplo foi realizado pelo Instituto Statens Serum (Dinamarca), com 8,5 mil pacientes infectados com a BA.1 e a BA.2. As conclusões foram divulgadas em janeiro e ainda não foram revisadas por pares.

Surgimento

Algumas das primeiras sequências genéticas conhecidas da BA.2 foram registradas em um banco de dados internacional das Filipinas e da África do Sul, em novembro de 2021. Em teoria, a BA.2 pode ter-se ramificado de BA.1 logo após o início da circulação da variante “original”, mas ainda não há confirmação.

A Ômicron, por exemplo, não tem ancestral direto conhecido. No entanto, os cientistas já sabem que não é um descendente direto da delta ou da beta. O seu genoma demonstra vir de um ramo mais remoto da árvore genealógica do Sars-CoV-2.

Transmissibilidade

Pesquisadores dinamarqueses do Instituto Statens Serum descobriram que a BA.2 é cerca de 1,5 vez mais transmissível do que BA.1, sendo capaz de infectar pessoas vacinadas e até mesmo com doses de reforço. Ainda não está claro se a sublinhagem pode reinfectar pessoas que pegaram uma versão anterior da cepa.

Infecções

Até o momento, a BA.2 tem apresentado os mesmos sintomas e riscos do que a Ômicron. As infecções apresentam menor número de casos graves e morte quando comparadas com as cepas anteriores. Apesar disso, a alta taxa de transmissibilidade provoca um número alto de hospitalização, com possibilidade de colapso do sistema de saúde.

Efeito da vacina

As vacinas continuam sendo altamente eficazes na prevenção de casos graves e morte causada pela nova sublinhagem, embora não previnam todas as infecções. As pessoas totalmente imunizadas contra a covid-19 estão menos propensas a transmitir a cepa BA.2 do que as não vacinadas.

Fonte: Reuters, Organização Mundial da Saúde (OMS), Forbes, Instituto Serum da Dinarmaca.

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