O que faz perder o bebê no início da gravidez?

7 de junho de 2022 4 mins. de leitura
Aproximadamente 85% dos abortos espontâneos acontecem nos primeiros meses de gestação

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O aborto espontâneo é uma das causas mais comuns da interrupção de gravidez, atingindo cerca de 10% das gestações no Brasil, segundo dados do Manual Técnico do Ministério da Saúde, intitulado Atenção Humanizada ao Abortamento.

A situação pode acontecer antes mesmo de a mulher descobrir que está grávida, ocorrendo principalmente em casos de gestações de alto risco, quando não há acompanhamento médico.

O risco de aborto diminui conforme a gravidez avança; por exemplo, após a 15ª semana, a incidência de abortamento é considerada baixa, com apenas 0,6% de probabilidade, de acordo com publicação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

O que é o aborto espontâneo precoce?

O aborto espontâneo precoce é a morte embrionária involuntária ou a eliminação do feto ou da placenta, que acontece até a 20a semana de gestação. Durante essa fase, a sensibilidade a agressões externas é alta, além de haver uma maior possibilidade de malformações fetais.

O aborto precoce é bastante comum e, na maioria das vezes, não pode ser evitado pela pessoa que está grávida. (Fonte: Motortion Films/Shutterstock/Reprodução)

Os primeiros meses são fundamentais para a consolidação do desenvolvimento do bebê. Por isso, é importante contar com o acompanhamento pré-natal desde o início da gravidez.

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Quais são os sintomas do aborto no início da gravidez?

Nem sempre o aborto espontâneo precoce apresenta sintomas. Uma pequena quantidade de sangramento no início da gravidez é comum e não significa necessariamente um problema na gestação. Entretanto, se o sangramento for intenso ou ocorrer com dor como cólicas menstruais, o ginecologista deve ser procurado imediatamente.

Os sintomas também podem incluir:

  • manchas ou sangramento vaginal com ou sem dor;
  • dores de intensidade variável no abdômen, na lombar, na pélvis e na vagina;
  • expulsão de fluido da vagina, mesmo que não haja dor ou sangramento;
  • contrações uterinas.

Um exame de ultrassom pode verificar se a gravidez está acontecendo normalmente ou se há problemas. Também é possível realizar um exame de sangue para medir se a gonadotrofina coriônica (ou coriónica) humana (hCG), substância detectada nos testes de gravidez, está em um nível baixo que pode significar perda do bebê.

Quais são as causas do aborto precoce?

O diagnóstico da causa de um aborto precoce nem sempre é possível, sobretudo quando ocorre no início da gravidez, quando pode parecer uma menstruação normal. Cerca de metade das interrupções involuntárias são decorrentes de anormalidades genéticas, que fogem do controle.

Álcool e cigarro devem ser evitados em qualquer momento da gestação. (Fonte: Maria AndreyCherkasov/Shutterstock/Reprodução)

No entanto, alguns fatores podem contribuir para a situação, inclusive costumes que podem ser evitados para prevenir o problema. O risco aumenta quando a pessoa grávida tem:

  • idade avançada, especialmente após os 45 anos;
  • histórico de abortos;
  • hábito de fumar;
  • vício em álcool e em drogas ilícitas;
  • uso de medicamentos abortivos, como anti-inflamatórios e antibióticos, ou chás de ervas medicinais sem orientação médica;
  • baixo peso ou excesso de peso;
  • doenças crônicas.

O que fazer depois de um aborto espontâneo?

Quando o aborto espontâneo acontece no início da gravidez, geralmente nenhum procedimento médico é necessário. Contudo, em alguns casos, pode ser necessário o uso de medicamentos ou a realização de curetagem, que é um processo para raspar o útero e retirar os restos placentários.

A pessoa deve contar com a ajuda da família e de amigos próximos para enfrentar a situação delicada. O apoio de um psicólogo e conversar com outras pessoas que passaram pelo mesmo problema também são valiosos para a recuperação.

Quer saber mais? Confira a opinião e a explicação dos nossos parceiros especialistas em Saúde.

Fonte: Tua Saúde, Danone Nutricia, Fecondare, Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Ministério da Saúde

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