Qual é a diferença entre afasia e disfasia? - Summit Saúde

Qual é a diferença entre afasia e disfasia?

26 de maio de 2022 4 mins. de leitura

A perda e a deficiência da linguagem costumam ser causadas por danos em áreas específicas do cérebro

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A afasia é uma doença pouco conhecida, mas que afeta boa parcela da população mundial. Seja por falta de conhecimento científico, seja por preconceito, a condição ainda deixa as pessoas confusas e sem saber exatamente do que se trata.

Confira a seguir alguns esclarecimentos sobre as peculiaridades e como se dá o desenvolvimento da doença.

O que é afasia?

A afasia é um distúrbio de linguagem que afeta a capacidade de produzir, compreender e repetir a fala; além disso, é capaz de gerar alterações nas habilidades de escrita e leitura. O termo “afasia” quer dizer que houve ruptura total da capacidade de compreensão e formação de linguagem. Já a disfasia é uma anormalidade na capacidade de compreensão, sem um dano completo.

Em outras palavras, quando o paciente chega ao ponto de a doença atingir graus muito elevados, lida-se com uma afasia. Caso ela tenha atingido apenas alguns pontos, há uma interrupção moderada, portanto, uma disfasia.

(Fonte: Freepik/Wayhomestudio/Reprodução)
A afasia dificulta a compreensão da linguagem. (Fonte: Freepik/Wayhomestudio/Reprodução)

O que causa a afasia?

As principais causas de lesões que comprometem a região da linguagem são acidente vascular cerebral (AVC), tumores, traumas de crânio, abcessos cerebrais e escleroses múltiplas. Os transtornos de fala podem ser divididos nos quatro grupos descritos a seguir.

Afasia motora ou de expressão (afasia de Broca)

Surge sempre que há sequela nas proximidades da área de Broca, que fica no giro frontal inferior do cérebro. As lesões nessa região tendem a prejudicar a fala espontânea e a repetição, apesar de haver a capacidade de compreensão.

Em sua forma mais severa, o indivíduo se limita a dar respostas mais curtas quando perguntado sobre algo, por exemplo dizendo apenas “sim” e “não”. Quando não é tão grave, o paciente tende a pronunciar um menor número de palavras e, quando o faz, pode titubear e às vezes ser repetitivo.

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Afasia sensorial ou receptiva (afasia de Wernicke)

Essa forma de distúrbio afeta a capacidade de a pessoa entender o significado simbólico das palavras, sejam elas faladas, sejam escritas. Pacientes gravemente afetados tendem a demonstrar total incapacidade de compreender o que ouvem ou veem.

Muitas vezes, perdem a capacidade de apreciar sons de músicas, o que se define por amusia. Podem, ainda, usar as palavras de maneira desordenada e caótica, falando coisas sem nexo e dispensando regras gramaticais.

Afasia de condução ou de sintaxe (afasia de Goldstein)

As lesões que causam interrupção entre as áreas de Broca e de Wernicke resultam nesse tipo de afasia, que é muito parecida com a afasia de Wernicke, fazendo que a pessoa afetada tenha uma fala fluente, mas repleta de palavras incorretas. A única diferença é que na afasia de Goldstein a compreensão da linguagem falada é excelente.

Afasia global

Lesões extensas no hemisfério dominante que comprometem os lobos frontal e temporal frequentemente resultam em grave distúrbio de linguagem. Tanto a produção da fala quanto a compreensão dela e da escrita ficam totalmente afetadas. Esses pacientes são os únicos que podem ser considerados totalmente afásicos, pois todas as capacidades estão comprometidas.

Segundo a The National Aphasia Association, estima-se que ao menos 1 milhão de pessoas, só nos Estados Unidos, tenham afasia, apresentando 180 mil novos casos por ano.

Quer saber mais? Confira a opinião e a explicação dos nossos parceiros especialistas em Saúde.

Fonte: UFSC.

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