Covid-19: como agir na liberação do uso de máscaras? - Summit Saúde

Covid-19: como agir na liberação do uso de máscaras?

30 de junho de 2022 4 mins. de leitura

Ministério da Saúde decretou fim de emergência sanitária por conta da covid-19, enquanto Estados e municípios suspendem uso de máscaras

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O Ministério da Saúde decretou o fim da emergência sanitária por conta da covid-19 no Brasil. Ao mesmo tempo, Estados e municípios flexibilizaram as medidas preventivas para evitar a disseminação do coronavírus, especialmente em relação ao uso de máscaras.

As medidas só estão sendo possíveis diante da melhora do cenário epidemiológico no País. Enquanto a vacinação avança, com mais de 73% da população brasileira completamente imunizada, o número de casos e óbitos causados pelo Sars-CoV-2 se aproxima dos menores índices registrados durante toda a pandemia.

No entanto, tudo pode ser revisto caso surjam novos surtos, a exemplo do que acontece na China. “Se houver uma reversão, pode-se retornar, a qualquer momento, ao uso das máscaras”, alertou Antonio Carlos Bandeira, membro da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

Quais são os riscos de deixar de usar máscara?

Locais abertos são mais seguros para abandonar a proteção facial. (Fonte: Shutterstock/Reprodução)

O continente asiático passou por duas importantes epidemias respiratórias no início do século. Isso fez que a população adquirisse o costume de usar equipamentos de proteção facial. “Não há dúvidas de que as máscaras cirúrgicas e N95 são muito importantes para redução da transmissão, e a Ásia se beneficia desse hábito há muito tempo”, comentou Bandeira.

Por isso, mesmo com a falta de obrigatoriedade, o item pode ser bem-vindo para fazer as pessoas se sentirem seguras. Ainda assim, com as taxas de infecção por covid-19 em declínio, o risco de não usar máscara é muito baixo para a população imunizada. A utilização deve ser avaliada caso a caso, de acordo com cada contexto.

Por exemplo, o uso em áreas externas, onde é mantido o distanciamento entre as pessoas, pode ser desnecessário. “Em ambientes abertos, o risco de contrair o coronavírus é nulo, se uma pessoa não conversar com outra próxima por, pelo menos, dois minutos”, avaliou Bandeira.

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Quem deve continuar usando máscaras?

Mesmo com o uso de máscaras liberado de forma geral, alguns grupos populacionais devem continuar utilizando a proteção facial. “É ainda muito recomendado para idosos acima de 70 anos, doentes e pessoas com imunossupressão ou com doenças crônicas, diabetes e obesidade, independente do esquema vacinal”, afirmou o infectologista.

Hospitais, clínicas, aeronaves, ônibus, metrô e trens são locais de grande aglomeração e mais propícios à disseminação de doenças respiratórias. Por isso, profissionais de saúde e pessoas em transportes coletivos também não devem abandonar o equipamento, apesar da flexibilização das normas.

Além disso, no aparecimento de sintomas de doenças respiratórias, a pessoa deve voltar a usar o item, independente da idade, profissão ou comorbidade. “Sempre que a pessoa apresentar quadro de infecção respiratória, é muito importante que ela use máscara para prevenir a transmissão para outros indivíduos”, recomendou Bandeira.

Quais são os benefícios da continuidade do uso de máscaras?

Máscara continua protegendo contra coronavírus e outras infecções respiratórias. (Fonte: Shutterstock/ Reprodução)

Além de proteger a si mesmo, quem continua usando máscara ajuda a cuidar de pessoas com baixa imunidade ou crianças que ainda não puderam ser vacinadas contra a covid-19.

De acordo com o Ministério da Saúde, mais da metade do público infantil entre 5 e 11 anos ainda não recebeu a imunização. Menores de 5 anos nem tiveram a chance de receber a vacina.

Mesmo quando a pandemia chegar ao fim, a população pode continuar se beneficiando pelo uso de máscaras no combate a outras doenças respiratórias. “Houve uma redução acentuada no número de casos novos de Influenza no período mais intensivo do uso de máscaras entre 2020 e 2021”, informou Bandeira.

Quer saber mais? Assista aqui à opinião e à explicação de nossos parceiros especialistas em Saúde.

Fonte: Agência Brasil, Ministério da Saúde

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