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Cistos no ovário: conheça causas, sintomas e tratamento

10 de abril de 2023 4 mins. de leitura

Cistos no ovário, apesar de incômodos, são benignos na maioria dos casos, mas podem evoluir para câncer

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Cistos no ovário são uma condição ginecológica comum durante o ciclo menstrual. São formações que, apesar de benignas, em alguns casos podem gerar sintomas desagradáveis, como dor abdominal, inchaço e irregularidades menstruais.

Embora a maioria das ocorrências não cause alterações hormonais nem afete a fertilidade, alguns tipos de cisto podem se tornar malignos ao longo do tempo. O câncer de ovário é um dos tipos mais perigosos de câncer ginecológico, já que é assintomático no estágio inicial e tem só 25% dos casos diagnosticados precocemente.

Os cistos podem variar em tamanho, forma, estrutura e origem. Os mais comuns são foliculares, lúteos, corporais luteais e endometrióticos.

Conheça quais são as causas, os sintomas e os tratamentos de cistos no ovário.

O que pode causar cisto no ovário?

O uso prolongado de pílulas anticoncepcionais pode favorecer o desenvolvimento de cistos no ovário. (Fonte: JESHOOTS.com/Pexels/Reprodução)
Uso prolongado de pílulas anticoncepcionais pode favorecer o desenvolvimento de cistos no ovário. (Fonte: JESHOOTS.com/Pexels/Reprodução)

Cistos são formações anormais na superfície do ovário que podem ser causadas pela produção excessiva de certos hormônios, bem como pelo uso prolongado de anticoncepcionais orais. A própria ovulação natural durante o ciclo menstrual pode contribuir para a formação de cistos funcionais, que normalmente desaparecem sem tratamento.

Alguns tipos de cisto são criados quando o folículo (estrutura responsável por armazenar o óvulo) não se rompe e se mantém como uma bolsa cheia de líquido. Outros podem ser causados por tumores benignos, como os cistos dermoides, ou por tumores malignos, como os de células claras.

Pacientes com endometriose (quando o tecido do revestimento uterino cresce fora do útero) correm o risco de formação de cistos. Lesões, traumas ou inflamações na região pélvica também podem levar à condição. Em alguns casos, a origem do cisto no ovário pode não ser determinada.

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Quem tem cisto no ovário sente o quê?

O acompanhamento ginecológico é fundamental para garantir um diagnóstico precoce e correto dos cistos. (Fonte: MART PRODUCTION/Pexels/Reprodução)
Acompanhamento ginecológico é fundamental para garantir diagnóstico precoce e correto de cistos. (Fonte: MART PRODUCTION/Pexels/Reprodução)

Cada pessoa que menstrua pode experimentar diferentes sintomas causados por cistos no ovário. Em alguns casos, não há nenhum sinal evidente, e a alteração só é descoberta com acompanhamento ginecológico e exames de rotina.

Os sintomas podem variar de acordo com a localização, o tamanho, o tipo e as causas subjacentes, contudo os sinais mais comuns são dor abdominal ou na região pélvica, que pode ser aguda ou constante, sensação de peso ou pressão na região abdominal, enjoo, vômito e dificuldade em sentir satisfação após as refeições.

Dores durante relações sexuais, alterações na frequência ou na intensidade da menstruação e dificuldade de engravidar estão associadas também à ocorrência de cistos. Em casos graves, um cisto no ovário pode gerar dor intensa e sérios problemas de saúde, como obstrução intestinal ou trombose de veia ovariana, o que pode exigir tratamento imediato.

Como tratar e prevenir o cisto no ovário?

Quando o cisto no ovário é benigno, a observação médica pode ser suficiente para acompanhar o desenvolvimento e o desaparecimento da anormalidade. No entanto, para tratar os sintomas, como dor abdominal ou menstrual intensa, profissionais de Medicina podem prescrever medicamentos para melhorar a qualidade de vida da pessoa.

Se o cisto for complexo ou tiver aspecto suspeito, pode ser necessário realizar uma cirurgia para o remover. O procedimento pode ser feito por laparoscopia ou por uma incisão maior, dependendo da localização e do tamanho. Quando há mais riscos à saúde, pode ser necessário remover o ovário afetado.

Para prevenir a condição, deve ser mantida uma alimentação equilibrada e o peso controlado. A prática de atividades físicas regulares e o uso controlado de anticoncepcionais orais diminuem os riscos. Além disso, a realização de exames ginecológicos periódicos possibilita o diagnóstico precoce e o acompanhamento para evitar eventuais complicações.

Fonte: Rede D´or São Luiz, HC Imagem, Ceagic, AC Camargo Cancer Center

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